Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul, RS, Brazil
Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo. Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT. De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária. Militante da CMP e do Movimento Comunitário. Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano. Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Sobre a Reforma da Previdência


             Eu considero a seguridade social uma obrigação do Estado (conjunto da sociedade) com os idosos. Melhor se for financiada de alguma forma para não ser custeado somente pelo o tesouro.

             Um aspecto importante da aposentadoria é reduzir o desemprego, premiando aqueles que já trabalharam muito com o seu merecido descanso. É importante que o trabalhador se aposente ainda com capacidade de organizar sua velhice, ajudar seus filhos, gozar ainda com saúde de sua aposentadoria. O que não é justo é aposentar o trabalhador somente no momento em que usa fralda geriátrica e a incapacidade física e a demência o impede de trabalhar e exercer qualquer atividade.

             Muitos ao se aposentar e viram empreendedores, abrem um boteco, uma serralheria, uma marcenaria, cultivam em um sítio de herança da família, e isso é muito bom para o desenvolvimento da nação;

             A proposta do governo golpista muito se assemelha a Lei que libertava o escravo quando ficava velho, pois com a liberdade isentava seu senhor da responsabilidade de cuidar do escravo ancião. O problema da previdência não está no tempo de contribuição ou na idade com que se aposenta. O problema está no financiamento. Antigamente, na época de Getúlio Vargas, haviam mais pessoas economicamente ativas do que pessoas em idade de se aposentar, o Brasil era um país jovem. O sistema funcionava bem, com os que trabalhavam financiavam os que se aposentavam. Inclusive é nesta época que a previdência era superavitária, mas este superávit foi desperdiçado nos governos militares. Hoje precisamos criar um novo modelo, um modelo em que cada trabalhador financie sua própria previdência, e a média de todos financia os sinistros. Se o problema é o custeio, discutamos o custeio, não o direito a se aposentar.

             Uma Forma de financiar a previdência é vincula-la a arrecadação, extinguindo a contribuição previdenciária patronal e do empregado. Todos os trabalhadores pagariam IR, e da parte patronal calcularia-se sobre o bolo da arrecadação dos impostos. Esta medida beneficiaria principalmente os pequenos empresários que tem no INSS sua principal despesa. As empresas mais lucrativas do pagariam mais previdência.

             Se engana quem acha que a reforma da Previdência proposta pelos golpistas tem como alvo a redução dos custos com o direito dos trabalhadores em se aposentar. A propostas dos golpistas têm dois objetivos, não sei qual é o mais perverso.

             1º. Inviabilizar a possibilidade do trabalhador se aposentar pela previdência pública, obrigando-o a comprar uma previdência privada. Não se esqueça que o atual ministro golpista da previdência é ligado as empresas de previdência privada.

             2º - Aumentar o exercito de reserva (é assim que os empresários chamam os desempregados). Com o aumento da oferta da mão de obra, pela lei de mercado esta mão de obra fica mais barata, e é claro os trabalhadores ficam mais susceptíveis a subordinação dos patrões..

Nelson GröhsAluno Geografia ULBRA

Nenhum comentário:

Postar um comentário