Maratona no movimento comunitário
O Segundo foi a Reunião da Chapa da FEGAM (Federação Gaúcha das
Associações de Moradores), na reunião foi discutido a mobilização do Movimento comunitário
para as eleições da Federação no dia 22 de Abril. Nelson Che se comprometeu em
fazer uma boa mobilização em Sapucaia. Quero convidar todas as associações da cidade
a participarem da Assembléia em Sapucaia. Reforçou Nelson Che. Nelson Che também
é integrante da Chapa da FEGAM.
No Domingo Nelson Che e o camarada
Alberi, participaram do Encontro Setorial do Movimento comunitário do PT. No encontro
que contou com painel do Presidente do PT Estadual Raul Pont que fez análise de
conjuntura, foi discutido o fortalecimento do movimento e da própria setorial. Nelson
Che falou que esse é um ano muito importante para a Setorial Comunitária, ano em
que podemos eleger vereadores verdadeiramente identificados com os movimentos populares.
No encontro Nelson Che defendeu que temos
que apresentar uma plataforma da Setorial para ser defendida pelos nossos candidatos
nas cidades. Nelson Che também falou sobre a importância do Orçamento participativo
para atender as reivindicações históricas da população mais carentes e também
como prática para combater o clientelismo vícios que ainda emperram a democracia
no Brasil. Finalizou Che convidando todas as cidades a fazerem filiações de militantes
do Movimento comunitário ao Partido dos Trabalhadores, nós em Sapucaia do Sul
realizaremos uma atividade de filiação no dia 13 de abril.
QUANDO FERIMOS UM PRINCÍPIO
ResponderExcluirO PT é um extraordinário Partido por diversas razões.
Todas fundamentadas em um princípio: Partido Democrático.
Há muitas afirmações de que o PT seria melhor sem as tendências, e que estas atrapalham o funcionamento do Partido.
Salvo um quarto que não conheço, três origens destes argumentos são evidentes:
a) Os Partidos conservadores não comungam de uma democracia aberta, onde todos e todas tenham o direito à voz e a voto;
b) Os menos politizados opinam sem conhecimento de causa;
c) A “verdade” individual se vê atrapalhada pelo coletivo.
Pois justamente as chamadas tendências são como “câmaras de ecos” para ideias pluralizadas, construídas através de debates coletivos, ao menos é o que se espera.
O Princípio do Debate Interno para a Construção Coletiva não garante de antemão nenhum mérito de resolução, mas garante o Método, aos quais os meios passam a justificar aos fins, e não vice-e-versa.
Um dos maiores adversários deste Princípio é o Pragmatismo.
Quanto mais pragmática a decisão, menos debate se fará para toma-la.
Numa lógica rasa e simplista, há sempre os que dirão: “discutir pra que? Será este o caminho mesmo”.
Assim como pensar pra quê? Já tem quem pense por nós.
Ai tem um elemento incorporado que alguns chamam de “Caudilhismo”.
No caudilhismo têm dois públicos: Os que sabem o que é melhor para todos, e os que acatam as decisões dos caudilhos.
Esta lógica é a mesma que elege representantes para substituir os sujeitos, e não para representá-los.
O protagonismo militante vai perdendo força, até que não será mais preciso militância, apenas seguidores de lideranças caudilhas.
Em uma conversa recente com Olívio Dutra discuti um pouco da “transgenia política” que está nos afetando.
Olívio concordou e ainda fez referência com as plantas, as quais “a transgenia vai modificando a planta por dentro, embora por fora ela continue com a mesma aparência”. Palavras do mestre, que não é caudilho.
Não acredito em outra forma de evitarmos esta “mutação transgênica política” no PT se não através bom e velho debate interno.
Todas as vozes, todas as ideias devem encontrar no PT sua caixa de ressonância, mesmo aquelas mais simples, ingênuas ou inaplicáveis. Pois o mesmo Princípio que deve garantir estas expressões e suas contradições, também garante que o mérito construído coletivamente deverá ser implementado, inclusive por aqueles contrários, por disciplina democrática, ou centralismo democrático, para alguns.
Há hoje um sinal de alerta nos avisando dos perigos do pragmatismo, das decisões construídas por poucos e levadas a diretório apenas para homologação.
Estejamos todos e todas atentos e leais aos Princípios do PT.
Estejamos atentos a nossas vaidades, ambições, projetos pessoais, sobre tudo aqueles e aquelas que detêm mandatos.
Não esqueçam que nossos mandatos foram construídos por milhares de mãos militantes, as quais representam, e que o Partido não pode servir de “manto purificador” de todos os deslizes políticos que cometemos quando perdemos o contato com nossa história, com nosso Partido que nos abrigou e nos concedeu espaço, nos ajudando a sermos os qualificados quadros políticos que dizem sermos hoje.
Há muitos interlocutores da política em nossa sociedade, e longe nós dizer que o PT é o caminho da verdade, pois na ciência política não existe uma verdade.
Se faz então necessário dialogarmos com outras organizações partidárias, sindicais, dos movimentos populares, e demais organizações da sociedade civil.
Mas estejamos atentos para não nos “apelegarmos”, não capitularmos.
A receita é simples, dita pelo próprio companheiro Olívio Dutra: “É difícil, pois, uma guinada, sem que haja pressão debaixo para cima sobre as direções , correntes, cargos e mandatos. Assim como está o PT vai crescer "inchando", acomodando interesses.”
Fraterno abraço.
Tita Nunes