Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo.
Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT.
De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária.
Militante da CMP e do Movimento Comunitário.
Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano.
Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.
A memória coletiva marcará 2011 como o ano em que as pessoas
tomaram as ruas de diversos países em uma onda de mobilizações e
protestos sociais: um fenômeno que começou no norte da África,
derrubando ditaduras na Tunísia, no Egito, na Líbia e no Iêmen;
estendeu-se à Europa, com ocupações e greves na Espanha e Grécia e
revolta nos subúrbios de Londres; eclodiu no Chile e ocupou Wall Street,
nos EUA, alcançando no final do ano até mesmo a Rússia. Das praças
ocupadas por acampamentos às marchas de protesto nas avenidas das
principais metrópoles, emergiu uma consciência de solidariedade mútua
que resultou em toda sorte de material multimídia sobre o movimento na
internet, amplamente compartilhado nas redes sociais.
Inspirada por essa campanha colaborativa, a Boitempo lança, em parceria
com a Carta Maior, a coletânea Occupy – movimentos de protesto que
tomaram as ruas, a qual reúne artigos de pensadores críticos deste novo
momento da política global em que a voz das ruas passa a ocupar o
cenário. O livro será vendido a preço de custo, graças à colaboração dos
autores e ilustradores, que cederam os direitos autorais para tornar a
obra mais acessível e condizente com a proposta do movimento.
Imbuídos não só da lucidez da crítica, mas também da esperança e da
paixão pelo engajamento, os textos apresentam alguns consensos, como a
certeza do declínio geral do capitalismo; a percepção de uma nova
solidariedade social; e a análise da ausência, até o momento, de uma
definição estratégica dos movimentos de ocupação.
Apesar de Tariq Ali dizer que saber contra quem se luta é um importante
começo, Slavoj Žižek é bem categórico ao afirmar que não basta saber o
que não se quer, é preciso saber o que se quer. O povo, de acordo com
ele, sempre tem a resposta, o problema é não saber a pergunta.
A identificação da desigualdade social, da riqueza e do poder de 1% da
população mundial contra os 99% já está clara de acordo com João
Alexandre Peschanski. Giovanni Alves acredita que é essencial um
programa coerente para a formação de um novo movimento de organização de
classe que junte o proletariado e o precariado, mas a conclusão de
Vladimir Safatle sobre o programa reformista e regulacionista do
capitalismo é categórica e controversa: “a época em que nos
mobilizávamos tendo em vista a estrutura partidária acabou”.
No hemisfério norte, Immanuel Wallerstein e Mike Davis comemoram 2011
como um bom ano para a esquerda, enquanto David Harvey defende a
importância da união dos corpos no espaço público. Com foco no Oriente
Médio, Emir Sader analisa a Primavera Árabe, em que a necessidade de
organizações políticas é ainda maior dada a presença dos movimentos
fundamentalistas e de uma interferência militar direta da OTAN e dos
EUA.
O caso brasileiro, abordado no texto de Edson Teles, ainda não teve
movimentos da mesma magnitude que os de outros países, mas possui a
peculiaridade de mobilizar setores da juventude e de excluídos sociais.
Tais grupos foram alvo, em 2011, de uma sistemática repressão policial,
desde as marchas da maconha em São Paulo e a entrada de tropas de choque
na USP até a expulsão dos moradores do Pinheirinho e os projetos
higienistas no centro das capitais.
A extrema-direita, que revelou em 2011 a sua face mais explícita, no
massacre na Noruega, também cresce. A troika (União Europeia, FMI e
Banco Europeu) dita ordens de mais austeridade e todos os governos as
seguem. Ao que tudo indica, o duro inverno do hemisfério norte será
seguido por uma primavera politicamente quente em 2012, colocando na
ordem do dia o debate sobre a natureza e a evolução dos novos movimentos
políticos que floresceram em 2011. Poderá a indignação se tornar
revolução?
[Baseado na apresentação de Henrique Soares Carneiro]
O debate de lançamento e a noite de autógrafos do livro acontecerá no
Espaço Revista Cult, dia 4 de abril, quarta-feira, das 20h às 23h. O
evento contará com a participação dos autores Edson Teles, Giovanni
Alves, Henrique Carneiro, Leonardo Sakamoto (a confirmar) e Vladimir
Safatle.
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