Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul, RS, Brazil
Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo. Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT. De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária. Militante da CMP e do Movimento Comunitário. Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano. Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Crise na Europa

A Europa, ao voltar ao trabalho no começo de setembro, após as férias de verão, é forçada a encarar novamente o fato de ser, hoje, um continente onde não há trabalho para milhões de jovens. São seus maiores índices de desemprego após a famosa crise de 1929. Países outrora “modelo” como França, Inglaterra e Suécia têm, hoje, uma média de mais de 20% de jovens entre 16 e 24 anos, desempregados. Jovens que são forçados a viver nas costas dos pais ou avós ou tentar viver de qualquer expediente. A média de jovens sem trabalho, em toda a Europa é de 20,5%. Na Alemanha, maior potência do continente, há “somente” 9% de jovens nesta situação, mas, mais de 2 milhões trabalham em empregos precários, sem os tradicionais direitos conquistados em 200 anos de lutas operárias daquele país. Os salários são cada dia menores. Se na Alemanha as coisas não são tão trágicas, na Espanha não é assim. Lá, 45% dos jovens estão zanzando caçando qualquer quebra galho.
Estes dados nos esclarecem muita coisa sobre as manifestações, revoltas, incêndios e barricadas que desde 2005 se espalham da França à Inglaterra, da Grécia à Espanha e se intensificaram nestes últimos meses. Basta lembrar de Londres, no começo de agosto. Claro, a mídia patronal destes países e seus mentores estadunidenses se apressam a pichar qualquer manifestação como obra de vândalos, sem sentido e sem objetivos. No Brasil, a mídia dos patrões, à laVeja, Globo, Folha Estadão repete, como sempre, o que os mestres da mídia neoliberal mundial mandam dizer. Mas é preciso refletir sobre as raízes destas revoltas. Elas estão exatamente nestes índices de desemprego. Desemprego acompanhado da retirada de tradicionais direitos conquistados a duras penas.
O desemprego, para a doutrina neoliberal, não é necessariamente um problema a ser resolvido. Um certo desemprego é até necessário, funcional. Milton Friedman e outros economistas neoliberais chegam a chamar esse desemprego de "taxa natural" e pode variar de país para país. Em uns, 4% da força de trabalho; em outros, 11 ou 12%. É uma folga necessária. E os que sobram? E os jovens? Para o sistema este problema se resolve com forças repressivas antimotins, prisões e processos. Até quando? A resposta está nas mãos dos povos, em contraposição à lógica dos governos com seus bancos centrais e seus projetos de uma Europa e um mundo a serviço do capital e não dos povos.

Artigo originalmente publicado na edição impressa 446 do Brasil de Fato

Nenhum comentário:

Postar um comentário