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Sapucaia do Sul, RS, Brazil
Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo. Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT. De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária. Militante da CMP e do Movimento Comunitário. Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano. Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.

sexta-feira, 8 de março de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: PÓLO DE RESISTÊNCIA E MOBILIZAÇÃO


REFORMA DA PREVIDÊNCIA: PÓLO DE RESISTÊNCIA E MOBILIZAÇÃO

Selvino Heck
Deputado estadual constituinte do Rio Grande do Sul (1987-1990)     



Depois de tudo que aconteceu no carnaval, com seus múltiplos recados – a dignidade de Lula no velório do neto Arthur, as boçalidades do Presidente da República, a vitória da Mangueira falando de Marias e Marielles -, março chegou, 2019 começa pra valer no dito popular. A pergunta de muitos na Romaria da Terra, terça-feira de carnaval, em Itacurubi, RS, era: Para onde vamos? Para onde vai o Brasil? Que será do povo brasileiro? Como vamos sair dessa? Vai melhorar ou piorar? ‘Ele’ se sustenta?
      Em apenas dois meses de 2019, muita coisa já aconteceu: lançamento da Campanha da Fraternidade/2019 falando de políticas públicas, Romaria da Terra no Assentamento Conquista da Luta em Itacurubi, RS, com o tema ‘Alimentação saudável’, 8 de março e as mulheres na rua, um BANQUETAÇO contra a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), a dor da morte de Arthur e o grito de Lula Livre, e mil outras coisas nestes tempos conturbados e imprevisíveis.
      Está sendo cada vez mais urgente e necessário algo como uma Diretas Já, de uma Constituinte livre e soberana, da energia das eleições de1989, lutas e mobilizações unificadoras dos anos 1980. Podem/devem ser a luta e mobilização contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro e seus aliados do grande capital e da mídia.
      Não por acaso Rede Globo e Cia. Ltda. falam o dia inteiro e o tempo todo da necessidade e urgência da Reforma da Previdência. Seria/será a salvação da lavoura e da pátria na ótica deles, não na ótica do povo trabalhador. Dizem que, sem a Reforma da Previdência, o Brasil vai para o fundo do poço, não tem crescimento econômico, aprofunda-se na crise e não tem saída. É a bandeira principal deles, senão a única.
Se a bandeira da Reforma da Previdência é a bandeira do lado de lá, a luta e mobilização contra a Reforma da Previdência podem e precisam ser também a bandeira principal e unificada do lado de cá, do campo popular e democrático.
      A luta e mobilização contra a Reforma da Previdência permitem o debate sobre os direitos, a vida, a justiça, a igualdade. Abrem espaço para desnudar privilégios, para o debate sobre a crise e o desemprego, a violência que cresce, a pobreza e a fome que se aprofundam, a precarização do trabalho e do emprego, a falta de perspectiva da juventude, a concentração de renda, os lucros nababescos do setor financeiro, a brutal desigualdade econômica e social, o fim das políticas públicas com participação social e popular.
      A luta e mobilização contra a Reforma da Previdência unificam: trabalhadoras e trabalhadores, mulheres, jovens, aposentadas/os, agricultoras/as familiares e camponesas/es, população em situação de rua, servidores públicos, importantes setores da classe média. Só não é bandeira, felizmente, de banqueiros, latifundiários, do grande capital, da mídia, dos jogadores da Bolsa de Valores, os eternos donos do Brasil, que nunca distribuíram a renda, a riqueza e o poder. E que, toda vez que isso estava no horizonte – a distribuição da renda, da riqueza e do poder -, aplicaram golpes e instituíram ditaduras.
      A luta e a mobilização contra a Reforma da Previdência têm a capacidade de articular todas as Frentes, os movimentos populares do campo e da cidade, o movimento sindical, as igrejas e pastorais, as organizações de bairro, na prática e no cotidiano: por direitos, vida digna, igualdade, justiça, articulam a CF/2019 da Igreja católica por Fraternidade e Políticas Públicas, estimulam a participação e o envolvimento de todas e todos, dos milhões que serão atingidos, desnudam o poder estabelecido, tornam concreta a luta por democracia.
      A luta e a mobilização contra a Reforma da Previdência podem/devem combinar a luta por Lula Livre, podem/devem combinar a luta global e unificadora com as lutas locais, abrem horizontes de esperança de que o povo trabalhador é capaz de resistir e, além de resistir, está do lado da democracia, e quer, e luta por um Brasil justo e uma Nação soberana.
      VIVA AS MULHERES! VIVA O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES!
Selvino Heck
Deputado estadual constituinte do Rio Grande do Sul (1987-1990)
Em oito de março de dois mil e dezenove


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