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Sapucaia do Sul, RS, Brazil
Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo. Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT. De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária. Militante da CMP e do Movimento Comunitário. Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano. Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Lava Jato não colheu provas para manter Vaccari preso, aponta advogado



originalmente publicado no Jornal GGN

2 de junho de 2015

A defesa de João Vaccari Neto encaminhou ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de habeas corpus pela soltura do ex-tesoureiro do PT. Na peça, o advogado criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso alega que a prisão preventiva de Vaccari foi decretada em 15 de abril pelo juiz Sergio Moro, com base em delações premiadas feitas por réus como Alberto Yousseff, Pedro Barusco e Augusto Ribeiro. Desde então, as autoridades não colheram provas materiais que dessem sustentação às acusações feitas contra o petista.





Vaccari está preso desde 15 de abril

Ao longo de 93 páginas, D’Urso rebate ponto a ponto as denúncias que atingem Vaccari, sem deixar de mencionar as implicações contra Giselda, a esposa do petista, e a cunhada e ex-funcionário do PT, Marice Corrêa de Lima. O advogado apresenta documentos que comprovam as movimentações financeiras de todos, incluindo ainda a filha de Vaccari, que também virou alvo do Ministério Público Federal.

Em uma das passagens, a defesa de Vaccari questiona a falta de provas materiais e a imprecisão das falas do delator Pedro Barusco que teoricamente comprometem o ex-tesoureiro. Ex-dirigente da Petrobras, Barusco disse às autoridades da Lava Jato que o PT seria destinatário de um percentual das negociações ilegais empreendidas por ele.

Na CPI da Petrobras, ao ser "perguntado sobre as acusações feitas contra o paciente [Vaccari] e supostas 'provas e documentos' apresentados perante a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba [Sergio Moro], o delator Barusco afirmou que não sabe se Vaccari recebeu alguma coisa", destacou o advogado.

"Quanto a Augusto Ribeiro, também, nenhum elemento de prova surgiu para corroborar a palavra desse delator. Asseverou que o paciente [Vaccari] teria lhe pedido para realizar depósitos na conta de uma determinada editora, denominada Atitude, e traz os recibos desses depósitos. A denúncia não contempla tal episódio, usado para embasar a prisão preventiva. Ora, a única coisa provada é que esse delator confessa que tais depósitos foram realizados pela sua empresa para a tal editora, apresentando recibos, e nada mais. Nenhuma prova foi realizada para corroborar a versão de que o paciente lhe pediu esses depósitos para a editora citada. Quanto ao paciente, frisa-se, nada foi provado", endossou.

No pedido de prisão preventiva, segundo D'Urso, a delação de Alberto Youssef também foi usada contra Vaccari. Nela, o doleiro teria tentado ligar o petista a "um suposto esquema de recebimento de valores ilegais relacionados a um contrato firmado entre a Toshiba e a Comperj. Tais valores teriam sido recebidos através da empreiteira Rigidez." Mas a investigação não teria chegado a um consenso com comprovação material dessa versão, defendeu o criminalista.

Em outros momentos, a defesa de Vaccari tenta desmontar as denúncias que envolvem a esposa, a cunhada e a filha do ex-tesoureiro. Além de apresentar versão com respaldo em documentos apresentadas à Receita Federal sobre as movimentações financeiras nas contas de todas as personagens, os advogados ainda frisam que o Ministério Público Federal aventou, também nesses casos, suspeitas sem a devida averiguação.

Importância das delações

No habeas corpus, D'Urso sustentou que "a prisão preventiva foi decretada (...) com base exclusivamente em informes obtidos através de delação premiada, sem qualquer comprovação a dar sustento à palavra do delator. Desnecessário afirmar que a informação de delator, por si só, não tem força probatória e que é necessária a respectiva comprovação (...) para que se possa produzir efeito jurídico penal contra alguém."

"Não se trata, pois, de combater o instituto da delação premiada recepcionado por nossa legislação, mas de se dar a dimensão exata no universo processual penal, pois versão de delator que não se comprove por outros meios, à luz de provas admitidas e lícitas, nada pode produzir contra alguém", ressaltou.





Fonte: Jornal GGN

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