ARTIGO | 18 JUNHO, 2008 - 17:28
Os EUA submeteram vários detidos em Guantánamo, Abu Graib (Iraque) e no Afeganistão, a descargas eléctricas, humilhações sexuais e privação do sono, segundo a ONG "Médicos pelos Direitos Humanos", radicada em Massachussets. O estudo baseia-se em entrevistas e exames médicos a onze suspeitos de terrorirmo que nunca chegaram a ser acusados formalmente, e o prefácio foi escrito pelo general António Taguba, o responsável pela investigação do exército dos EUA à prisão de Abu Graib.
Segundo o relatório da ONG, os exames médicos a onze detidos realizados exaustivamente durante dois dias, provam a existência de torturas, nomeadamente cortes, descargas eléctricas, privação do sono, humilhações sexuais, sodomia e outras, algumas delas causadoras de sofrimento prolongado. Depois das torturas, nenhum destes suspeitos foi acusado formalmente.
Apesar de referir que não pode generalizar os resultados deste estudo a todos os suspeitos de terrorismo detidos pelos EUA, a ONG sublinha que a descoberta coincide com outras investigações e como tal "é razoável concluir que estes detidos não foram os únicos torturados, sendo sim casos representativos de um maior número de presos submetidos a torturas e maus tratos enquanto permaneceram sob a custódia dos EUA".
O prefácio foi escrito pelo general António Taguba, o responsável pela investigação do exército dos EUA à prisão de Abu Graib quando em 2003 se tornaram públicas as fotografias dos abusos. "Já não restam dúvidas de que a Administração [dos EUA] actual cometeu crimes de guerra", refere o general, indagando ainda "se se pedirão contas aos que ordenaram as torturas".
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Apesar de referir que não pode generalizar os resultados deste estudo a todos os suspeitos de terrorismo detidos pelos EUA, a ONG sublinha que a descoberta coincide com outras investigações e como tal "é razoável concluir que estes detidos não foram os únicos torturados, sendo sim casos representativos de um maior número de presos submetidos a torturas e maus tratos enquanto permaneceram sob a custódia dos EUA".
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