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Sapucaia do Sul, RS, Brazil
Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo. Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT. De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária. Militante da CMP e do Movimento Comunitário. Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano. Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ESTREIA

Documentário traz bastidores da trama que levou ao golpe de 1964

28 de março de 2013 | 17h 36

Cerca de um ano antes que se completem os 50 anos do golpe de 1964, o documentário "O Dia que Durou 21 Anos", de Camilo Tavares, traz à luz diversos documentos inéditos, sobre os quais por vários anos pesaram cláusulas de sigilo, que comprovam o decisivo envolvimento dos EUA na derrubada do presidente João Goulart e na instalação da ditadura militar no Brasil.
O filme estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e Salvador.
O então embaixador norte-americano no Brasil, Lincoln Gordon, - que sempre negou esta participação dos EUA - é mostrado como um dos principais articuladores do golpe, por exemplo, em áudios da Casa Branca, em que é ouvido em conversas com o presidente John Kennedy e o subsecretário para Assuntos Interamericanos, Richard Goodwin. Uma destas conversas é de 30 de julho de 1962, evidenciando a longa gestação da desestabilização do governo Goulart.
Além de áudios como este, em poder de arquivos como o National Security Archives, também se revela o conteúdo de documentos secretos da CIA, que permitem reconstituir a variedade de ações mediante as quais se realizou esta desestabilização. Caso, por exemplo, da criação de supostos institutos de pesquisa, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), que recebiam dinheiro dos EUA e estavam por trás do financiamento de filmes de propaganda, publicações de artigos na imprensa e também de campanhas de diversos deputados e governadores de oposição ao governo.
Além dos raros materiais de arquivo, diversas entrevistas realizadas pelo jornalista Flávio Tavares - pai do cineasta Camilo Tavares - completam o documentário. Uma delas, com o brasilianista Thomas Skidmore, que define Lincoln Gordon (que morreu em 2009) como "um produto da Guerra Fria".
Ele e outros pesquisadores assinalam que os EUA viam Goulart como "comunista" por sua defesa de reformas de base, como uma lei de remessas de lucro que contrariava interesses das multinacionais norte-americanas. O medo era que o Brasil repetisse o exemplo de Cuba, que fizera sua Revolução em 1959.
Não faltam entrevistas com participantes do regime de 1964, caso do general Newton Cruz - que, curiosamente, faz reparos ao movimento que integrou. Diz ele: "Quando a Revolução nasceu, era para fazer uma arrumação de casa. Ninguém leva 20 anos para arrumar a casa!".
Em outra conversa, o entrevistador Flávio Tavares fica frente a frente com o coronel Jarbas Passarinho - responsável pela assinatura de sua extradição quando, como preso político, foi trocado, junto com outros prisioneiros, em 1969, pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick, sequestrado por uma coligação de vários grupos da luta armada.
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

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