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Sapucaia do Sul, RS, Brazil
Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo. Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT. De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária. Militante da CMP e do Movimento Comunitário. Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano. Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O que os brasileiros desconhcem sobre Cuba




As agressões por parte dos Estados Unidos contra Cuba constitui uma das páginas mais vergonhosas da história. Desde o triunfo da revolução, em janeiro de 1959, o povo cubano soube cerrar as fileiras em torno da liderança revolucionária e resistir com denodo às terríveis ameaças, como a de invasão em 1961 (o episódio da Baía dos Porcos) e a de extermínio nuclear em 1962 (Crise dos Mísseis). Além disso, o povo cubano é vítima de constantes atentados terroristas planejados e executados a partir do território estadunidense. Até 2001 a CIA admite ter levado a cabo 637 atentados ou planos de assassinato contra o dirigente máximo da revolução, Fidel Castro.

Mas, ainda que se pese a gravidade de todas essas agressões, a pior é o bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba. Quando este começou a ser implementado (em 1960), o então secretário adjunto de Estado dos EUA, Lester Dewitt Mallory, foi bem enfático quanto a seus objetivos: “Negar dinheiro e abastecimento a Cuba (...) a fim de provocar fome, desespero e a queda do governo”.

Do ponto de vista econômico, Cuba dependia totalmente das relações comerciais com os EUA. A produção açucareira era a “espinha dorsal” de sua economia e o mercado estadunidense seu principal comprador. Além disso, a ilha dependia fortemente de importações provenientes daquele país, incluindo combustíveis e alimentos. Com o embargo, a economia cubana só não mergulhou no mais completo caos graças ao crescente apoio soviético, principalmente a partir do final de 1960.

O bloqueio econômico sempre foi a peça-chave da estratégia de agressão estadunidense contra o povo cubano. Mas esse “bloqueio” também se estende a outras esferas da existência. Há mais de cinquenta anos os EUA se esforçam em isolar diplomaticamente Cuba. Há décadas o Departamento de Estado move uma campanha de desinformação e propaganda contra Cuba, que atinge os principais meios de comunicação do mundo. Mediante suborno, ameaças e, principalmente, cooptação ideológica, peças de propaganda disfarçadas de jornalismo são alardeadas com uma capilaridade impressionante. Mentiras e silogismos ganham espaços na mídia com uma consistência tão impressionante que envergonharia o próprio Goebbels.

Diante de tamanho bloqueio à verdade exercido pelos grandes meios de (des)informação, devemos saudar efusivamente o surgimento de obras como Cuba sem Bloqueio, de Hideyo Saito e Antonio Gabriel Haddad. Trata-se de um trabalho singular, no qual os autores traçam, em seus doze capítulos, uma cuidadosa e atualizada radiografia da realidade cubana. São abordados os principais temas que cercam a história recente dessa ilha caribenha: as transformações econômicas do chamado Período Especial e o recrudescimento do bloqueio econômico contra Cuba após a crise e dissolução do bloco socialista no início da década de 1990. As estruturas políticas e de participação popular também são analisadas, bem como os avanços nas áreas educacionais e de saúde. De uma maneira concisa, as principais conquistas da sociedade cubana, bem como suas contradições, dilemas e incertezas, são objeto de exame.

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