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Sapucaia do Sul, RS, Brazil
Militante do Partido dos Trabalhadores desde 1993, membro do Diretório Municipal de Sapucaia do Sul desde 1995, Ocupou o Cargo de Diretor Geral de Relações Comunitárias na Administração Popular do PT de Sapucaia do Sul de 2009 a 2016 responsável pelo Orçamento Participativo. Ocupou cargo na Executiva do PT Secretário de Comunicação de 2007 a 2009. Criou o Jornal dos Trabalhadores, o Informativo Militante e o semanário Informes PT. De 2005 a 2007 foi Secretário de Organização período em que funcionaram 13 regionais do PT de Sapucaia e as setoriais de Juventude, Mulheres, Sindical, Educação, Comunitária. Militante da CMP e do Movimento Comunitário. Também foi Assessor nos mandatos do Vereador Bilião, da Vereadora Iara Bernardo e do Vereador Vilmar Ballin. No mandato do Vereador Ballin foi Assessor de Comunicação por dois anos e de relações comunitárias por um ano. Nelson Che também é militante do Movimento pela Reforma Política. Defende o Voto em lista fechada, a fidelidade Partidária, Fim do função revisora do Senado Federal, igualdade nos votos em todos os Estados para Deputados Federais.

sábado, 24 de novembro de 2012

È impressindível para a democratização do Brasil uma reforma subsstancial nas Forças Armadas Brasileiras. 

Imagine que até os dias de hoje o foco da formação dos militares brasileiros são é de combate ao chamado inimigo interno, para saber, moviementos sociais, sindicatos e grupos de esquerda. Tenho notícias de camaradas que são recrutas que nas atividades de formação assistem vídeos sobre o MST, CUT  e  partidos de esquerda. Os candidatos aos cursos de cabos e sargentos temporários são sondados quanto a sua posição política.
 Na AMAM (Academis Militar das Agulhas Negras) os jovens cadetes, futuros oficiais do exército, tem uma pesada formação facista de combate as forças populares. O currículo de formação dos militares é o mesmo da gerra fria, com a pedagogia do estado de segurança nacional. 
 Como pode uma república se constituir como democrática, se suas forças armadas  até os dias de hoje comemoram o 1º de abril de 64. A página mais vergonhosa da história republicana brasileira.

Muitas coisas precisam mudar nas forças armadas brasileiras. Melhor material bélico, melhores instalações, melhor treinamento,  melhor formação, profissionalização dos  cabos e soldados, democratizar o acesso à AMAM, modernização da carreira militar, fortalecimento da marinha e da aeronáutica.

Uma boa forma de discução das nossas forças armadas é a criação no Senado de Comissão Permanente Forças Armadas e Defesa Nacional, com papel exclusivo de análise das questões militares, orçamento militar, inteligencia e defesa nacional. Colocando os Generais a responder aos Senadores.

Leia abaixo um Texto de José Dirceu sobre documentos do DOI COD encontrados em casa de coronel morto no Rio Grande do Sul. O achado destes documéntos são um importnte indício de que ainda existem muitos documentos escondidos em casas de militares da reserva e nos quartéis.

Boa leitura

Nelson Grohs




 21 de Novembro de 2012 - 9h47

Dirceu: Arquivo de coronel morto pode elucidar crimes da ditadura


Como vocês acompanham, sempre escrevo aqui no blog que não adianta protelar por mais tempo a tentativa de esconder os assassinatos, torturas, desaparecimento de corpos de adversários e outros crimes cometidos pela repressão durante a ditadura militar.

Por José Dirceu, em seu blog


A verdade virá à tona um dia, é inevitável, inclusive por confissões e documentos fornecidos pelo lado que reprimiu, sejam agentes da repressão ou seus familiares. É o que acontece agora, com esta reportagem de hoje [terça-feira, 20] do Rubens Valente na Folha de S.Paulo sobre o assassinato de um coronel do Exército e o fornecimento, por seus familiares, de parte dos documentos de seu arquivo à polícia gaúcha.

No início deste mês, num assassinato a tiros ainda sob investigação e sobre o qual ainda não há conclusões, foi morto em Porto Alegre o coronel da reserva do Exército, Júlio Miguel Molinas Dias. Ele foi comandante do DOI-Codi-Rio em 1981, quando do desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva em janeiro e do atentado no show comemorativo do 1º de maio no Riocentro naquele ano.

Arquivos falam do Riocentro e de Rubens Paiva

Menos de um mês depois de sua morte, a família do oficial entregou documentos de seus arquivos à Polícia Civil gaúcha. Entre estes documentos há um relato manuscrito do coronel sobre o Riocentro e duas guias de entrada e saída de material explosivo do Exército na época do atentado.

E mais: há um termo do Exército que confirma apreensão de objetos pessoais de Rubens Paiva no DOI-Codi-Rio. A parte da documentação sobre Rubens Paiva pode apontar até os últimos agentes da repressão que mantiveram contato com ele ainda em vida.

São os primeiros documentos do gênero mostrando vinculações do Exército com o Riocentro e com o desaparecimento de Rubens Paiva que podem vir a público no país. O governador do Rio Grande, Tarso Genro (PT) já mandou sua polícia transferir os documentos à Comissão Nacional da Verdade.

Repito o nosso bordão. Enquanto a verdade, ainda que não no ritmo ideal, começa aparecer, persiste o erro das Forças Armadas, já há 48 anos, de não virem a público, não assumirem e nem informarem sobre os crimes cometidos inclusive por alguns de seus integrantes naquele período.

Elas insistem no erro de não se desculpar perante à nação e de não assumirem sua responsabilidade por um dos períodos mais nefastos da nossa história, o da ditadura militar. Insisto: por mais que demore, a verdade inexoravelmente virá à tona.

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